Rio de Janeiro · Brasil · 2026Federação de Badminton do Estado do Rio de Janeiro
Competições

Parabadminton no Rio de Janeiro: inclusão em quadra

FEBARJ · 2026

O parabadminton é uma das faces mais bonitas do esporte fluminense. Modalidade paralímpica desde os Jogos de Tóquio 2020, o badminton adaptado tem no Rio de Janeiro um polo de desenvolvimento coordenado pela FEBARJ, com núcleos de treinamento, classificação funcional e etapas próprias no calendário estadual.

Um marco: Volta Redonda

O 1º Circuito de Parabadminton de Volta Redonda, realizado em 2017, ficou na memória da modalidade: foi um dos primeiros eventos estruturados do interior fluminense dedicados exclusivamente ao badminton paralímpico, reunindo atletas de várias cidades e abrindo caminho para as etapas de badminton e parabadminton que se seguiram no estado. A tradição segue viva nas programações atuais.

Classes esportivas

O parabadminton segue o sistema de classificação funcional da BWF, que agrupa atletas conforme o impacto da deficiência no jogo, garantindo disputas equilibradas:

  • WH1 e WH2: atletas em cadeira de rodas, divididos pelo nível de comprometimento do tronco;
  • SL3 e SL4: atletas em pé, com comprometimento de membros inferiores;
  • SU5: atletas em pé, com comprometimento de membros superiores;
  • SH6: atletas com baixa estatura.
Detalhe da malha da rede de badminton com a quadra ao fundo

Em quadra, as adaptações são mínimas: nas classes de cadeirantes, a área de jogo é reduzida e a peteca que cai entre a rede e a primeira linha de saque é considerada fora. A altura da rede e o sistema de pontuação são os mesmos do badminton convencional.

ClassePerfil funcionalQuadra
WH1Cadeirante, maior comprometimento do troncoMeia quadra (simples)
WH2Cadeirante, menor comprometimento do troncoMeia quadra (simples)
SL3–SU5Em pé, diferentes comprometimentosQuadra completa
SH6Baixa estaturaQuadra completa

Como começar a praticar

A FEBARJ orienta pessoas com deficiência interessadas no parabadminton a procurar a federação ou uma entidade filiada. O processo inclui avaliação inicial, enquadramento na classe esportiva por classificadores credenciados e inserção em um núcleo de treinamento. Cadeiras esportivas são disponibilizadas pelos próprios núcleos para quem está começando.

Com o parabadminton consolidado no ciclo paralímpico e o Brasil figurando entre as potências mundiais da modalidade, o Rio de Janeiro segue formando atletas — e cada etapa estadual é uma porta de entrada para o circuito nacional.