Parabadminton no Rio de Janeiro: inclusão em quadra
O parabadminton é uma das faces mais bonitas do esporte fluminense. Modalidade paralímpica desde os Jogos de Tóquio 2020, o badminton adaptado tem no Rio de Janeiro um polo de desenvolvimento coordenado pela FEBARJ, com núcleos de treinamento, classificação funcional e etapas próprias no calendário estadual.
Um marco: Volta Redonda
O 1º Circuito de Parabadminton de Volta Redonda, realizado em 2017, ficou na memória da modalidade: foi um dos primeiros eventos estruturados do interior fluminense dedicados exclusivamente ao badminton paralímpico, reunindo atletas de várias cidades e abrindo caminho para as etapas de badminton e parabadminton que se seguiram no estado. A tradição segue viva nas programações atuais.
Classes esportivas
O parabadminton segue o sistema de classificação funcional da BWF, que agrupa atletas conforme o impacto da deficiência no jogo, garantindo disputas equilibradas:
- WH1 e WH2: atletas em cadeira de rodas, divididos pelo nível de comprometimento do tronco;
- SL3 e SL4: atletas em pé, com comprometimento de membros inferiores;
- SU5: atletas em pé, com comprometimento de membros superiores;
- SH6: atletas com baixa estatura.

Em quadra, as adaptações são mínimas: nas classes de cadeirantes, a área de jogo é reduzida e a peteca que cai entre a rede e a primeira linha de saque é considerada fora. A altura da rede e o sistema de pontuação são os mesmos do badminton convencional.
| Classe | Perfil funcional | Quadra |
|---|---|---|
| WH1 | Cadeirante, maior comprometimento do tronco | Meia quadra (simples) |
| WH2 | Cadeirante, menor comprometimento do tronco | Meia quadra (simples) |
| SL3–SU5 | Em pé, diferentes comprometimentos | Quadra completa |
| SH6 | Baixa estatura | Quadra completa |
Como começar a praticar
A FEBARJ orienta pessoas com deficiência interessadas no parabadminton a procurar a federação ou uma entidade filiada. O processo inclui avaliação inicial, enquadramento na classe esportiva por classificadores credenciados e inserção em um núcleo de treinamento. Cadeiras esportivas são disponibilizadas pelos próprios núcleos para quem está começando.
Com o parabadminton consolidado no ciclo paralímpico e o Brasil figurando entre as potências mundiais da modalidade, o Rio de Janeiro segue formando atletas — e cada etapa estadual é uma porta de entrada para o circuito nacional.
